IMESP - PL de Dória


APÓS PL DE DÓRIA, IMPRENSA OFICIAL QUER DEMITIR GRÁFICOS E JORNALISTAS

Profissionais rejeitam o Programa de Desligamento Incentivado da IMESP

Os servidores da Imprensa Oficial do Estado de São Paulo (IMESP), como gráficos, jornalistas e os profissionais do setor administrativo, assim como os trabalhadores de outras empresas paulistas atacadas pelo Projeto de Lei (PL 01/19) das Privatizações do governador João Dória (PSDB), estão sofrendo com a pressão da perda do emprego e ainda de seus direitos. A IMESP já apresentou até o Programa de Desligamento Incentivado (PDI). Além da demissão, ainda quer retirar o seguro-desemprego e o direito do servidor de buscar depois a Justiça do Trabalho em caso de pendências.

Os profissionais da IMESP, por sua vez, rejeitaram o PDI apresentado pela diretoria da firma. Em assembleia, gráficos, jornalistas e administrativos rejeitaram o programa, mesmo oferecendo a extensão do plano de saúde por seis meses para o trabalhador com mais de cinco anos de empresa. A assembleia foi realizada na sede do Sindicato dos Gráficos da capital do estado (STIG-SP). O PDI foi recusado pela maioria dos presentes. Os sindicatos das três categorias ficaram de apresentar uma contraproposta à direção da Imprensa Oficial baseada nas reivindicações da assembleia.

Para Leonardo Del Roy, presidente da Federação Paulista dos Gráficos (FTIGESP), a fusão da IMESP com outra empresa ameaça o parque gráfico e o emprego da categoria. Portanto, o sindicalista critica duramente este PL do governador do PSDB. Ele parabeniza os trabalhadores pela luta e a resistência à situação. “Além do absurdo em falar em demissão em um país com quase 14 milhões de desempregados, a IMESP ainda quer retirar o seguro-desemprego e outros direitos desses trabalhadores”, critica.

A FTIGESP apoia os trabalhadores por buscarem uma contraproposta para o PDI apresentado. Se dependesse da diretora da IMESP, os empregados perderão o emprego e ainda terão de fazer um acordo mutuo com o aval do sindicato que para nós não é nada recomendável da forma que está sendo proposta pela empresa para abrirem mão de direitos baseada nesta absurda nova lei trabalhista. Querem liberar só 80% do FGTS e pagar os 40% da multa do FGTS e o aviso-prévio integral como se fosse grande benefício. “Além disso, com base na nova CLT, querem que os demitidos não possam mais buscar a Justiça em busca de qualquer direito negado”, conta Del Roy.

Felizmente, os trabalhadores rejeitaram os termos do PDI na assembleia no último dia 11. Pela maioria do público presente na ocasião, até aceitam um Programa de Desligamento Incentivado, mas é preciso ter benefícios robustos. Para isto é necessário que todos os trabalhadores da ativa se integrem nesta luta para termos mais força nas negociações. Dentre as reivindicações colocadas pelos profissionais, está a melhoria da indenização e a proposta da extensão do convênio de saúde, bem como retirar do PDI a obrigatoriedade do artigo 477-B da nova CLT, onde restringe o direito do demitido de acionar depois a justiça trabalhista.

FONTE: CONATIG

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