Reação do Gráfico empregado Ed. Abil


SEM PAGAMENTO, ABRIL JÁ TEME REAÇÃO TAMBÉM DO GRÁFICO EMPREGADO

 

Com uma mão na frente e outra atrás depois de anos de trabalho. Sem pagamento e previsão de receberem seus direitos, centenas de gráficos demitidos alertaram os ainda empregados dos mesmos riscos que correm

 

Na última quinta-feira (6), o Sindicato dos Gráficos da capital (STIG-SP) entregou

carta aos profissionais empregados da Abril. Nela, denunciaram a manobra da editora

através da Recuperação Judicial para não pagar as verbas rescisórias, multa de 40%

do FGTS e etc. dos gráficos demitidos. Na ocasião, surpreendentemente, o diretor

sindical Peninha foi abordado por gráficos. Eles diziam que era mentira porque a

empresa já tranquilizou a todos, garantindo que os demitidos receberiam em até 60

dias. Mas, em consulta ao advogado dos gráficos e jornalistas demitidos, Raphael

Maia, que se reuniu com diretor da editora, a Federação Paulista dos Gráficos

(FTIGESP) diz que a empresa mente, pois limitou a prometer o pagamento de uma só

parcela das dez programadas, mas desde que consiga algum financiamento, mesmo já

devendo milhões aos bancos e outros credores. A Abril sabe disso, mas tenta segurar

uma revolta do conjunto dos atuais funcionários, que não têm qualquer garantia de

que passem pelo mesmo.

“O fato mostra que a Abril tenta desmobilizar o movimento dos demitidos que lutam

pelos seus direitos. Ela sabe que a reação pode ter um efeito dentro da empresa.

Basta que os empregados se coloquem solidários aos demitidos depois de

perceberem que o futuro deles também é incerto, já que a editora não está pagando

centenas dos colegas recém desligados e que continua publicando as revistas, como

se nada estivesse ocorrido”, pontua Leonardo Del Roy, presidente da FTIGESP. Del

Roy e Elisangela de Oliveira, presidente do STIG-SP, orientaram Peninha a

continuar a entrega da carta no horário da manhã, como também com os gráficos

do 2º turno.

“A carta entrou como uma bomba dentro da Abril. A empresa tenta reduzir a

visibilidade das consequências ruins sobre os demitidos e familiares por conta do

não pagamento das obrigatórias verbas rescisões e direitos. A única coisa que a

editora fez foi liberar as guias do Seguro-Desemprego e do FGTS já depositado ao

longo dos anos nas contas dos funcionários”, diz Del Roy. Ele conta que o

movimento sindical e a comissão de gráficos, jornalistas e administrativos

demitidos continuarão lutando pelos direitos. E continuarão mostrando aos que

continuam trabalhando as dificuldades que estão vivendo os companheiros

demitidos e abandonados pela Abril.

Uma nova carta está programada para ser distribuída aos gráficos nesta segunda,

a fim de mostrar a situação e em busca da solidariedade para ampliar a pressão

sobre a Abril para que pague os seus ex-trabalhadores. Os demitidos das três

categorias inclusive vão entrar com uma ação para que a empresa pague também

a multa pela demissão sem o pagamento das verbas rescisórias. Além disso, a

comissão de demitidos e sindicatos estão finalizando os preparativos para um

grande ato com os desligados e familiares na frente da empresa nesta sexta-feira

(14). Na ocasião, uma carta conjunta será entregue para a direção da empresa.

# PAGA CIVITA!

 

Fonte: Ftigesp / Conatig